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Em busca de uma visão mais clara da Esclerose Múltipla

Os doentes com esclerose múltipla enfrentam uma incerteza devastadora, por não saberem como a doença irá progredir ou perturbar as suas vidas diárias. Mas os cientistas estão a desenvolver novas ferramentas de diagnóstico que possam ajudar no tratamento e diminuir as incertezas dos doentes.

Breves factos sobre a EM
  • Doença crónica que ataca as células nervosas e o revestimento de mielina
  • Mais de 2,1 milhões de doentes em todo o mundo
  • A maioria dos casos surge entre os 20 e 40 anos
  • Principal causa de incapacidade neurológica em adultos jovens
  • Desconhece-se a causa exacta da EM
  • Não existe cura, mas diversas terapêuticas têm provado ser úteis no controlo da doença

Os sintomas da EM são:

  • Visão turva
  • Fraqueza nos membros
  • Sensação de formigueiro
  • Instabilidade
  • Fadiga

Com o passar do tempo, a EM causa danos permanentes nas células nervosas e perda progressiva de funções.

Uma nova ferramenta de tomografia é a nova esperança para  uma maior clareza no diagnóstico de EM. Um exame oftalmológico rápido, indolor e económico denominado de Tomografia de Coerência Óptica (TCO) pode tornar-se no meio mais eficaz para diagnosticar e acompanhar a evolução desta doença incapacitante.

Necessidade de novos métodos de diagnóstico

Não há nenhum teste de diagnóstico específico para EM. Os neurologistas utilizam uma variedade de métodos - historial médico, exames físicos e medição eléctrica de transmissões de ondas cerebrais - para confirmar o diagnóstico e descartar outras doenças neurológicas com sintomas semelhantes.

Um dos testes mais utilizados é a imagem por ressonância magnética (MRI) do cérebro e da espinal medula. A ressonância magnética pode identificar os danos ao nível da camada de mielina e do encolhimento do cérebro, causados quando os neurónios são atacados e morrem.

“...quanto mais cedo tratarmos um doente, mais rapidamente poderemos evitar danos causados pela doença,” afirma Peter Calabresi, do Centro de Esclerose Múltipla Johns Hopkins.

Mas a ressonância magnética tem limitações. Os exames não fornecem meios seguros para produzir imagens de neurodegeneração precoce, a principal causa de muitos dos sintomas da eslerose múltipla. E, em casos de EM, a MRI mostra apenas uma modesta correlação com os sinais clínicos da doença, tais como a incapacidade física.

Uma visão mais clara

A TCO tem o potencial para se tornar na ferramenta que garante a imagem mais nítida do estado da EM e da sua progressão, ao medir especificamente a saúde das células nervosas.

A TCO examina as camadas de fibras nervosas que cobrem a retina, por detrás do olho. Estas fibras são únicas no sistema nervoso central, porque apresentam-se 'nuas' - sem bainha de mielina. Ao utilizar fontes de luz especiais para criar uma imagem da retina semelhante em aparência a uma ultra-sonografia, a TCO permite aos médicos monitorizar a perda de estrutura ou funções das células nervosas até alguns mícrons (milionésimos de metro).

Ao encontro de um tratamento precoce

O Professor de Neurologia Peter Calabresi, que dirige o Centro de Esclerose Múltipla Johns Hopkins, em Baltimore, Maryland, E.U.A., afirma que, no futuro,a TCO pode contribuir para um tratamento mais precoce da EM. A Novartis é uma das empresas que apoiam a investigação em EM no Centro Johns Hopkins.

Muitos dos sintomas que afectam os doentes com EM - dormência, formigueiro, problemas de visão, cansaço, fraqueza e problemas urinários - resultam da degeneração das células nervosas, observou Calabresi. A MRI é uma ferramenta imperfeita para medir os danos das células nervosas, mas com a TCO "podemos ver exactamente o quão saudáveis são esses nervos, potencialmente antes de surgirem outros sintomas", defendeu o especialista.

"Os tratamentos para a EM não podem reverter os danos mas podem controlá-los, por isso quanto mais cedo tratarmos um doente, mais rapidamente poderemos evitar danos causados pela doença", disse Calabresi, acrescentando ainda que a  Tomografia de Coerência Óptica demora um décimo do tempo a realizar e custa um décimo menos do que uma ressonância magnética.

Um compromisso da Novartis

A Novartis está empenhada em ajudar os doentes a viver melhor com Esclerose Múltipla cumprindo a nossa missão principal - disponibilizar medicamentos inovadores - bem como apoiar a investigação que permita conhecer melhor as suas causas e melhorar o diagnóstico.

A ressonância magnética é útil mas limitada no diagnóstico da Esclerose Múltipla; exames de alta tecnologia à retina oferecem aos doentes uma nova clareza; a TCO mede os danos nas células nervosas causados pela EMcom uma imagem semelhante ao ultra-som

 

 

 

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