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Desafiar os doentes a serem mais ativos na gestão e controlo da asma grave
No Dia Mundial da Asma, 3 de maio, a Associação Portuguesa de Asmáticos (APA) em parceria com a Novartis, lança uma campanha de sensibilização para a asma grave com o objetivo de promover uma maior informação junto dos doentes sobre como viver melhor com a doença.
Com o mote Eu tenho a asma grave na mão #asmagravenamao a campanha pretende fazer uma chamada de atenção a todos os doentes diagnosticados para procurarem apoio para poderem controlar a sua asma grave, vivendo melhor com a doença.

A limitação da qualidade de vida, incluindo da realização de atividades desportivas, é frequente. Tosse, pieira ou dificuldade em respirar desencadeadas pelos esforços físicos, riso ou choro são características de uma asma que não está controlada.
Se toma medicação SOS mais do que uma vez por semana; se tem mais do que uma noite mal dormida por mês; se tem mais do que uma crise asmática por ano, deve consultar o seu médico. Esta é a mensagem principal da campanha que conta com testemunhos reais de três pessoas que vivem com asma grave e partilham a sua história, desde o diagnóstico até sentirem que conseguiram controlar a sua asma grave, ultrapassando as limitações da doença.
Conheça a história da Filomena Fernandes, uma das três doentes de asma grave que partilham a sua história na campanha #asmagravenamao e contam como ultrapassaram as limitações da doença, desde o diagnóstico até sentirem que são eles que controlam a doença e não a doença as suas vidas.
Quando a asma não está controlada, os doentes sentem uma limitação da sua qualidade de vida, sendo a doença causa frequente de faltas à escola ou ao trabalho, recursos ao serviço de urgência e internamentos hospitalares
A asma é uma doença de elevada prevalência, afetando cerca de 759 mil portugueses segundo os estudos mais recentes, cerca de 20% dos quais (150 mil) não estão controlados1. Estima-se que até 10% tenham formas graves de asma, resistente às terapêuticas habituais2
Para mais informações sobre esta campanha, pode visitar a página de Facebook da APA.
A Asma Grave
A asma é uma doença inflamatória crónica dos brônquios que se inicia, habitualmente, na infância, mas que pode surgir em qualquer idade. Os sintomas típicos desta doença são a tosse, chiadeira no peito ou pieira, falta de ar, aperto no peito, que se podem agravar com o esforço físico, e cansaço ao fazer as atividades do dia-a-dia.
Estima-se que até 10% tenham formas graves de asma, resistente às terapêuticas habituais2. A asma alérgica grave está no 22º lugar no ranking de doenças com maior impacto a nível mundial3.
A asma alérgica é o fenótipo mais proeminente na asma grave. A asma alérgica grave é uma condição crónica que, quando não controlada, tem um sério impacto na qualidade de vida, morbilidade, mortalidade e nas despesas de saúde. Em Portugal, em 2014, os internamentos por asma brônquica corresponderam a 10,6% da globalidade dos internamentos por doenças respiratórias, registando-se um aumento de 5% nos relativamente ao ano anterior4. E apesar de contabilizar apenas 5-10% dos doentes totais com asma, a asma grave representa >50% dos custos totais 5,6.
O Dia Mundial da Asma foi estabelecido em 1998, aquando do primeiro Encontro Mundial da Asma, em Barcelona, Espanha. Ao longo dos anos, o Dia Mundial da Asma tem crescido e é atualmente amplamente reconhecido como o mais importante evento do mundo sobre a sensibilização para a asma.
Referências
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Estudo de Análise Preliminar dos indicadores nacionais de asma - - 2014. Programa Nacional para as Doenças Respiratórias. Direção-Geral da Saúde, Lisboa. Dezembro de 2016.
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Ângela Gaspar, et al. Asma grave: epidemiologia. Rev. bras. alerg. imunopatol. – Vol. 29, Nº 2, 2006
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http://www.asthma.org.uk/News/asthma-experts-form-new-partnership-to-hal...
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Doenças Respiratórias em Números – 2015. Programa Nacional para as Doenças Respiratórias. DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE, LISBOA. Fevereiro de 2016
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Sullivan SD, Rasouliyan L, Russo PA, et al. Extent, patterns, and burden of uncontrolled disease in severe or difficult-to-treat asthma. Allergy 2007;62:126–33.
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Parkhale S, Mulpuru S & Boyd M. Optimal Management of Severe/Refractory Asthma. Clin Med Insights Circ Respir Pulm Med. 2011;5:37-47.


