Estudo mundial revela que 60% das pessoas com enxaqueca grave faltam, em média, uma semana por mês ao trabalho
- Estima-se que a enxaqueca custe anualmente 27 mil milhões de euros na Europa e 20 mil milhões de dólares nos EUA, incluindo custos indiretos tais como os associados a perda de produtividade
- My Migraine Voice é o maior estudo mundial realizado em pessoas que vivem com enxaqueca, envolvendo mais de 11 mil pessoas de 31 países
- O estudo revela que a enxaqueca afeta significativamente a vida pessoal e profissional
Porto Salvo, 1de julho, 2018 – A Novartis e a European Migraine e Headache Alliance (EMHA) acabam de anunciar as conclusões do maior estudo mundial de pessoas com enxaqueca realizado até à data, envolvendo mais de 11 mil pessoas de 31 países. A enxaqueca é uma doença neurológica, com crises de gravidade variável e sintomas que incluem dor de cabeça, náuseas, vómitos e sensibilidade à luz. O estudo My Migraine Voice envolveu pessoas com pelo menos quatro dias de enxaqueca por mês e uma cota pré-definida de 90% de pessoas com pelo menos um tratamento preventivo. Os resultados, apresentados na 60ª Reunião Anual da Sociedade Americana da Cefaleias (AHS), em São Francisco, revelam que a enxaqueca reduz a produtividade no trabalho para metade1. Em média, 60% dos entrevistados referiu ter faltado a quase uma semana de trabalho (4,6 dias) no último mês devido à enxaqueca.
O estudo My Migraine Voice avaliou o impacto da enxaqueca no trabalho, incluindo a redução da produtividade (presenteísmo) e as horas perdidas (absentismo) devido à enxaqueca, tendo por base o questionário Produtividade no Trabalho e Incapacidade na Atividade (WPAI). Aqueles que tinham trabalhado na semana anterior ao estudo relataram que a produtividade foi reduzida em mais de metade (redução de 53%), percentagem esta que subiu para 56% nos trabalhadores com insucesso terapêutico a dois ou mais a tratamentos preventivos.
“A enxaqueca é frequentemente subvalorizada como sendo apenas uma dor de cabeça. Estes resultados trazem uma nova perspetiva sobre uma doença invisível, ainda que debilitante”, afirma Elena Ruiz de la Torre, diretora executiva e ex-presidente da EMHA. “Apesar de viverem com uma condição altamente incapacitante, estas pessoas esforçam-se por ser produtivas, mas precisam de maior alívio dos sintomas e apoio no local de trabalho, para conseguir atingir o seu potencial em pleno. A EMHA está envolvida em várias iniciativas que estão comprometidas em contribuir para esta causa.”
Apesar do impacto devastador da enxaqueca, os entrevistados partilharam que, embora a maioria de empregadores (63%) tenha conhecimento da sua condição, apenas 18% ofereceram apoio6. Além disso, muitos afirmaram sentir-se julgados, estigmatizados ou incompreendidos ao faltar ao trabalho, ilustrando assim a necessidade de sensibilização das entidades empregadoras. Para ajudar a combater esta realidade e capacitar as pessoas que vivem com enxaqueca a gerir melhor sua doença, a Novartis lançou um programa piloto que inclui, entre outros serviços, formação gratuita e acesso a uma versão exclusiva da plataforma Migraine Buddy©, propriedade da Healint. A Novartis pretende igualmente encontrar oportunidades para apoiar outras empresas interessadas em ajudar os seus colaboradores que vivem com enxaqueca.
A enxaqueca ocorre frequentemente durante a idade ativa, entre os 35 e os 45 anos de idade, resultando frequentemente em incapacidade temporária durante as crises. As pessoas podem ficar incapacitadas devido aos sintomas, que podem durar dias. A enxaqueca é onerosa para a sociedade, com custos totais estimados entre 18 e 27 mil milhões de euros na Europa2,3 e cerca de 20 mil milhões de dólares nos EUA4,5.
Informação adicional sobre os resultados e a carga física e económica da enxaqueca será divulgada em próximas reuniões médicas. As conclusões do estudo estão a ser preparadas para submissão a publicações especializadas.
Portugal foi um dos países que participou no estudo e os resultados serão também conhecidos em breve. Mais informações em: https://www.facebook.com/DaVozATuaEnxaqueca/
Sobre o estudo My Migraine Voice
O estudo mundial My Migraine Voice avaliou a carga da enxaqueca do ponto de vista do doente1. Os dados foram recolhidos através de um questionário online de 30 minutos, em 31 países, entre setembro de 2017 e fevereiro de 2018. As questões incluíam o impacto social, económico e emocional da doença, a experiência real de um indivíduo que vive com enxaqueca e o seu contexto no sistema de saúde e no ambiente no trabalho. Foram incluídos 11.266 adultos (com 18 ou mais anos) com pelo menos quatro dias com enxaqueca por mês, nos últimos três meses e relataram terem sido diagnosticados por um profissional de saúde1,6.O desenho do estudo pré-determinou que 90% tivessem experiência de pelo menos um tratamento preventivo e destes, 80% tivessem já mudado de tratamento uma ou mais vezes1.
Os participantes foram recrutados através de painéis online. Em 11 países, alguns participantes foram recrutados através de associações de doentes (Bélgica, Canadá, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Irlanda, Holanda, Rússia, Suécia, Taiwan, Reino Unido). Em França, as pessoas foram também recrutadas através da plataforma Migraine Buddy©.
Três quartos dos entrevistados eram mulheres, refletindo um padrão comumente observado na enxaqueca. Os entrevistados apresentavam uma idade média de 39 anos2. Cinquenta e seis por cento eram casados e 73% relataram estar a trabalhar a tempo inteiro, tempo parcial, por conta própria ou a estudar2. O estudo destacou a natureza crónica da enxaqueca, com mais de um em cada três entrevistados (37%) a informar ter enxaqueca há 16 ou mais anos2.
O estudo foi promovido e financiado pela Novartis e pela EMHA, orientado por um comité diretivo que inclui pessoas que vivem com enxaqueca, neurologistas e associações de doentes. Foi conduzido pela empresa de estudos de mercado GfK Health Switzerland.
Sobre o compromisso da Novartis para com as pessoas que vivem com enxaqueca
Através de apoio e informação, pretendemos melhorar a perceção da sociedade sobre a enxaqueca, contribuindo para que os doentes tenham o tratamento adequado e que a comunidade esteja corretamente informada sobre a patologia, nomeadamente as pessoas que vivem e trabalham com os doentes, incluindo colegas e empregadores.
A Novartis está comprometida em trabalhar com as pessoas direta ou indiretamente afetadas pela enxaqueca, em todo o mundo, para encontrar novas formas de melhorar o tratamento desta doença. A EMHA é uma organização sem fins lucrativos criada em 2006 e representa 28 associações de doentes de toda a Europa. A EMHA é um membro ativo da European Federation of Neurological Alliances, da International Association of Patient Organizations e do European Patients Forum. A EMHA trabalha em estreita colaboração com organizações como a European Headache Federation, o European Brain Council e outras. Só trabalhando juntos é que conseguiremos melhorar os cuidados prestados às pessoas que vivem com enxaqueca.
Sobre a enxaqueca
A enxaqueca é uma doença neurológica distinta2. Inclui crises recorrentes de dor de cabeça moderada a grave, tipicamente pulsátil, geralmente unilateral, associada a náuseas, vómitos e sensibilidade à luz, ao som e aos odores5. A enxaqueca está associada à dor incapacitante e à redução da qualidade de vida assim como a custos para a sociedade2. Tem um impacto profundo na capacidade para realizar tarefas quotidianas e foi declarada pela Organização Mundial da Saúde como uma das 10 principais causas de anos vividos com incapacidade, por homens e mulheres2,5. Continua subvalorizada e subtratada2,6.
Sobre a Novartis
A Novartis fornece soluções de saúde inovadoras destinadas a dar resposta às necessidades em constante evolução dos doentes e da sociedade. Sediada em Basileia, na Suíça, a Novartis dispõe de um portefólio diversificado para responder da forma mais adequada a essas necessidades: medicamentos inovadores, genéricos económicos e biossimilares, e cuidados oculares. A Novartis é a única empresa global com posições de liderança em todas estas áreas. Em 2017, o Grupo alcançou um volume total de vendas de 49.1 mil milhões de dólares, com um investimento de 9 mil milhões de dólares em atividades de Investigação & Desenvolvimento em todo o Grupo. As empresas do Grupo Novartis empregam aproximadamente 122 mil colaboradores. Os produtos da Novartis estão disponíveis em 155 países em todo o mundo. Para mais informações poderá consultar: www.novartis.pt
Referências
Schwedt TJ, Vo P, Fink R et al. Work productivity amongst those with migraine: results from the My Migraine Voice survey. Abstract presented at the 60th Annual Scientific Meeting of the American Headache Society (AHS), San Francisco, CA, USA, June 28-July 1, 2018.
- Olesen J. et al. European Journal of Neurology. 2012; 19 (1): 155-62
- Stovner LJ. et al. Journal of Headache and Pain. 2008; 9: 139-46
- Hawkins K, Wang S, Rupnow MF. Indirect cost burden of migraine in the United States. J Occup Environ Med. 2007;49(4):368-374.
- Hawkins K, Wang S, Rupnow MF. Direct cost burden among insured US employees with migraine. Headache. 2007;48(4):553-563.
- Data on file. Novartis, 2018.
- World Health Organisation Factsheet on Headache Disorders. http://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/headache-disorders Accessed June 2018.
- Lipton RB, et al. Migraine prevalence, disease burden, and the need for preventative therapy. Neurology. 2007; 68(5):343-9
- 9. World Health Organization. Headache Disorders: Key Facts. Accessed April 2018: http://www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/headache-disorders
- Migraine Research Foundation. Migraine Fact Sheet. 2015. http://www.migraineresearchfoundation.org/fact-sheet.html. Accessed April 2018
- National Institute for Neurological Disorders and Stroke. https://www.ninds.nih.gov/Disorders/All-Disorders/Migraine-Information-Page (link is external). Accessed April 2018
- World Health Organization. Estimates for 2000-2012. Disease Burden. 2012.
- Diamond S et al. Patterns of Diagnosis and Acute and Preventive Treatment for Migraine in the United States: Results from the American Migraine Prevalence and Prevention Study. Headache. 2007;47(3):355-63.